Senhoras e senhoras jornalistas,
Caras e caros esposendenses,
Há sensivelmente um ano, numa altura em que já muito se especulava sobre aquilo que poderia vir a acontecer nas próximas Eleições Autárquicas, escrevi e publiquei um texto do qual gostaria de vos ler um excerto.
Neste momento não sou candidato a nada. Melhor dizendo, não sou mas também não deixo de ser.
Todos sabem que deixei a presidência do Município em 2013 não por vontade própria, mas porque a lei assim o impôs. Também nunca escondi que o tempo e os recursos de que dispus não foram suficientes para concretizar tudo aquilo que gostaria de ter concretizado. Assim sendo, e porque não tenho nem nunca tive compromissos em contrário com ninguém, não descarto a possibilidade de um dia me apresentar novamente a votos e de colocar democraticamente nas mãos dos esposendenses a decisão de se efectivar um regresso à actividade autárquica.
Os próximos meses serão meses de reflexão. Quero ouvir e sentir a opinião dos esposendenses, principalmente daqueles que, despidos de preconceitos e de interesses pessoais, são capazes de avaliar o que é melhor para o seu concelho.
O resultado dessa reflexão, a par obviamente das questões profissionais e familiares, será determinante para uma decisão, devidamente ponderada, de apresentar aos eleitores um novo projecto de desenvolvimento para o concelho de Esposende.
Se for candidato, não serei candidato contra nada nem contra ninguém. Serei candidato por uma forma de estar e de gerir os destinos do concelho, que os esposendenses já conhecem e que sufragaram noutras ocasiões.
A verdade é que também não há nenhum factor de natureza política que me impeça de voltar a ser candidato à presidência da Câmara Municipal de Esposende. Se o fizer, nem sequer estarei a ser incoerente com as minhas opiniões. Já assumi frontal e publicamente que não me revejo na forma como o Município tem sido gerido, principalmente no que às prioridades diz respeito. Em 2013 votei e apoiei um projecto político que se propunha apostar na coesão social, na educação e no desenvolvimento económico, nomeadamente na criação de emprego. Não apoiei e votei num projecto político que aposta essencialmente na mediatização e na imagem, consumindo um volume significativo de recursos da autarquia com essa prioridade. Por outro lado, viver de eventos, anúncios e de atribuição de subsídios é muito pouco para um município que ao longo das últimas décadas se tornou exemplo a nível regional e nacional em muitos e variados domínios. Os estudos valem o que valem, mas estou certo de que nenhum esposendense se sentiu orgulhoso quando há dias foi confrontado com a triste realidade do seu município ter caído, em apenas um ano, 28 posições no ranking dos melhores municípios portugueses.
Em democracia umas vezes ganha-se outras vezes perde-se. A maior das derrotas não é ter menos votos. A maior das derrotas é não fazer nada por medo, calculismo ou comodismo, quando são muitos aqueles que acham que é possível fazer mais e melhor.
No final o povo é sempre soberano. Senhoras e senhores jornalistas,
Caras e caros esposendenses,
Venho hoje aqui confirmar-vos que sou candidato à presidência da Câmara Municipal de Esposende nas eleições autárquicas que se realizarão em Setembro ou Outubro próximos.
Durante o último ano ouvi a opinião de muitos esposendenses, de vários quadrantes políticos e de vários sectores da sociedade. Não tantos como gostaria, mas ouvi muitas e variadas opiniões, nomeadamente de actuais e de ex-autarcas.
A todos pedi que me respondessem a duas perguntas, com a maior sinceridade e frontalidade, sabendo de antemão que já ninguém precisaria de me agradar.
Quis saber em primeiro lugar se o desempenho da Câmara Municipal tinha melhorado, se estava a ser igual ou se tinha piorado quando comparado com os mandatos anteriores.
Depois, se deveria ou não candidatar-me à presidência da Câmara Municipal nas próximas eleições.
A resposta à primeira pergunta foi absolutamente unânime: o desempenho do Município tinha piorado e muito.
Não houve uma única pessoa, nomeadamente algumas das que estão neste momento empenhadas na reeleição do actual presidente, que me respondesse que a qualidade do desempenho autárquico se tinha mantido e muito menos que que tivesse melhorado.
À pergunta “Devo candidatar-me?” obtive 4 tipos de resposta;
Sim, sem dúvida.
Não, porque ainda é cedo.
Não, porque pode perder e desperdiça o estatuto que conquistou no passado.
Não, porque vai prejudicar o partido.
Foi com base nesta recolha de opiniões que tomei a minha decisão.
Serei candidato à Câmara Municipal de Esposende porque não posso dizer que não aos inúmeros esposendenses que me têm pedido que me disponibilize para regressar, número que tem aumentado exponencialmente ao longo dos últimos meses.
Serei candidato à Câmara Municipal porque não me coloco perante o meu Município com a postura egoísta de quem espera a melhor oportunidade para concretizar um projecto pessoal, minimizando os riscos de um insucesso.
Serei candidato à Câmara Municipal, porque nunca cultivei o estatuto, não dou importância ao estatuto, e como tal, não sou calculista ao ponto de deixar de fazer aquilo em que acredito e aquilo que entendo que é necessário fazer, só porque daí poderá resultar um prejuízo para a imagem pessoal. Não é um hipotético desaire eleitoral que vai beliscar o orgulho que sinto por aquilo que fiz até hoje pelo concelho. Para mim é isso que importa, não é o rótulo de vencedor ou vencido. Aliás, se desse importância ao estatuto, andaria por aí a exibi-lo, e todos sabem que até sou criticado por não o fazer.
Sou candidato à Câmara Municipal porque nunca coloquei, e também não seria agora que iria colocar, os interesses de um partido à frente dos interesses do concelho. Faz-me muita confusão ouvir expressões do tipo “as coisas não estão nada bem, mas também não podemos prejudicar o partido porque deu muito trabalho a conquistar o Poder”. A maioria daqueles que me apontam e vão apontar o dedo por supostamente prejudicar o PSD, ainda terão de percorrer um longo caminho para darem ao partido e para fazerem pelo partido aquilo que eu dei e fiz ao longo de mais de duas décadas. Mesmo assim, nunca sofri, não sofro e nunca sofrerei de “partidarite” e como tal, para mim nada se compara ao interesse do meu concelho.
Sou candidato à Câmara Municipal porque, à semelhança de muitos outros esposendenses que votaram e apoiaram a actual liderança autárquica, sinto-me desiludido e, diria mesmo, defraudado, com a total inversão de políticas e de prioridades.
Sou candidato à Câmara Municipal porque me sinto na obrigação de defender a honra e a imagem de muitos daqueles que ao longo das últimas décadas trabalharam, no Poder ou na oposição, para o desenvolvimento do concelho e viram ao longo deste mandato o seu trabalho ser permanentemente desvalorizado, branqueado e até mesmo criticado.
Sou candidato porque não me revejo numa Câmara Municipal que está a perder empresas para os concelhos vizinhos, só porque não está disponível, nem é capaz de resolver com celeridade os processos das mesmas;
uma Câmara Municipal que gasta num só ano meio milhão de euros em publicidade e comunicação;
uma Câmara Municipal que acumula milhões de euros nos bancos nos 3 primeiros anos do mandato, vangloriando-se durante esse período de tempo dos investimentos que outras entidades fazem no concelho, e adia e concentra no último ano os seus próprios investimentos e a atribuição massiva de apoios, naquilo que é uma estratégia política que caiu em desuso há décadas;
uma Câmara Municipal que se manifesta publicamente satisfeita com a fixação de empresas nos concelhos vizinhos, porque entende que representam oportunidades de emprego para os esposendenses;
uma Câmara Municipal que coloca munícipes, empresas e instituições meses e meses à espera de um simples agendamento de uma reunião ou de uma resposta;
uma Câmara Municipal que vive deslumbrada com coisas verdadeiramente supérfluas e que não consegue perceber que o concelho está nítida e claramente a ser ultrapassado pelos outros municípios da região, naquilo que devem ser hoje as prioridades da acção municipal, nomeadamente na captação de investimento, na consequente criação de emprego e na fixação de pessoas.
Senhoras e senhores jornalistas,
Caras e caros esposendenses,
Acabei de apontar algumas das razões que me levaram a tomar a decisão de me candidatar novamente à presidência da Câmara Municipal de Esposende.
Mas as razões mais importantes centram-se na vontade e na determinação em implementar uma outra estratégia de desenvolvimento para o concelho; em melhorar o desempenho da autarquia, principalmente na resolução dos problemas e na satisfação das necessidades dos munícipes, das instituições e das empresas; na redefinição de prioridades; e na moralização da aplicação dos recursos públicos.
Esposende não pode continuar a gastar milhões de euros para supostamente atrair pessoas para o concelho nos 3 meses de Verão, época em que a população residente triplica de forma natural, bastando para tal a ocupação da 2º habitação e a chegada dos nossos emigrantes.
Esposende tem é de canalizar os seus recursos para tornar o concelho o mais atrativo possível nos restantes 9 meses do ano, em que o comércio enfrenta grandes dificuldades, em que as infraestruturas, equipamentos e serviços estão sub-rentabilizados, e em que 34 mil residentes têm de suportar sozinhos os encargos de um concelho que tem de dar resposta em alguns períodos do ano às necessidades de 90 mil.
Por isso, o objectivo estratégico de Esposende tem de passar pela fixação de pessoas, ou seja, pelo aumento da população residente, combatendo dessa forma os principais problemas decorrentes da sazonalidade.
É tempo de enfrentar a realidade.
Eu não quero ouvir dizer “eu vou a Esposende porque há um concerto”. Eu quero que as pessoas digam “eu vivo em Esposende porque em Esposende há concertos”.
Eu não quero ouvir dizer “eu vou a Esposende dar um passeio junto ao mar”. Eu quero ouvir dizer “eu vivo em Esposende porque posso passear junto ao mar”.
Eu não quero ouvir dizer “ eu vou a Esposende participar numa prova desportiva”. Eu quero ouvir dizer “eu vivo em Esposende porque em Esposende tenho boas condições para praticar desporto”.
Eu não quero ouvir dizer “ eu vou a Esposende assistir ao concerto do início do ano lectivo”. Eu quero ouvir dizer “eu vivo em Esposende porque em Esposende os meus filhos frequentam uma escola de excelência”.
De igual forma, eu não quero ouvir dizer “eu vivo em Esposende porque até fica perto do meu emprego”. Eu quero ouvir dizer “ eu vivo em Esposende porque é lá que tenho o meu emprego”.
Olhemos bem à nossa volta. Olhemos para quem nos rodeia: Viana do Castelo, 90.000 habitantes; Barcelos, 120.000 habitantes; Póvoa de Varzim, 64.000 habitantes; Vila do Conde, 80.000 habitantes. E nós? 35.000 habitantes.
O concelho tem de crescer. Temos de criar emprego; temos de oferecer um excelente sistema de ensino; temos de ter um território atractivo; temos de proporcionar uma oferta cultural e desportiva permanente; temos de oferecer qualidade de vida; em resumo, temos de ser muito melhores, muito mais ambiciosos e muito mais atractivos do que aqueles nos rodeiam.
Este será o objectivo central do nosso projecto autárquico: mais do que trazer pessoas ao concelho Esposende, que também é importante, queremos pessoas a trabalhar e a viver no concelho de Esposende.
Será este o nosso desiderato.
Desculpem-me a franqueza mas não é seguramente com boletins informativos distribuídos a granel, com festas ou com obras e obrinhas para contentar eleitor, que seremos um concelho desenvolvido e competitivo.
Aliás, e a este propósito deixem-me clarificar desde já uma questão. Não assumiremos a governação municipal com a obsessão de apagar ou desvalorizar o passado, nem com a preocupação de congelar projectos já pensados ou iniciados, só para não termos de repartir o mérito com outros e para podermos dizer “agora sim, agora é que é”.
Há contudo um projecto que está em curso e que assumo desde já que será suspenso, caso ainda seja possível fazê-lo, quer do ponto de vista legal, quer do ponto de vista financeiro: a construção do famigerado canal a nascente da cidade de Esposende.
Trata-se de uma obra faraónica, completamente desproporcionada, que exigirá um investimento municipal desmesurado, mesmo contando com o financiamento comunitário, e que no futuro terá custos de manutenção que serão um sorvedouro de recursos municipais. Se nos confiarem os destinos do Município será substituída pela construção da Variante à EN13, que não só resolverá o problema das cheias naquela zona da cidade, como permitirá reduzir o tráfego automóvel no troço urbano da EN13, e que por sua vez possibilitará o reperfilamento desse mesmo troço, valorizando-o e tornando-o mais seguro. Em linguagem simples pode-se dizer que construir o canal é comprar um rol de problemas, construir a variante é resolver uma série de problemas. E não precisam de ficar preocupados os proprietários que já decidiram vender os seus terrenos, porque vamos precisar deles para a construção desta via estruturante.
Passemos então ao que pretendemos fazer, deixando-vos alguma ideias e algumas propostas base para a governação municipal nos próximos anos. E digo propostas base, porque vamos iniciar de imediato um vasto conjunto de acções e iniciativas de envolvimento e participação da comunidade, para a recolha de contributos para a elaboração da versão final do Programa de Governação Municipal para o quadriénio 2017-2021.
Na EDUCAÇÃO voltar a ter uma verdadeira política educativa municipal, apostando num projecto educativo que mobilize as pessoas numa estratégia comum, com metas e objectivos bem definidos.
Criar o Conservatório de Música e Artes de Esposende, a partir da reestruturação e do crescimento da actual Escola de Música, integrando numa primeira fase a Produção e Tecnologias da Música, a Dança e o Teatro e numa segunda fase a Pintura, a Escultura e o Cinema. Este será o nosso principal projecto de intervenção pedagógica e cultural.
Construir, pelo menos, mais dos centros escolares no concelho e criar nos actuais equipamentos escolares salas de actividades de enriquecimento curricular, nomeadamente de Informática e de Música.
Reestruturar os espaços de recreio dotando-os de melhores condições para a componente de educação física.
Fazer regressar ao Município a gestão e coordenação do Programa de Actividades de Enriquecimento Curricular, programa que nunca deveria ter saído da alçada da Autarquia.
Voltar a participar ativamente na Rede Territorial Portuguesa das Cidades Educadoras.
Implementar um programa de Apoio à Aquisição dos Livros Escolares, que se subdividirá em dois programas: um Programa de Empréstimo e um Programa de Financiamento. Este segundo programa permitirá aos pais pagarem os livros em 10 prestações mensais, ao longo do ano lectivo, sendo que o valor a reembolsar poderá ser reduzido através da aplicação de critérios de carência económica e de aproveitamento escolar dos alunos. Ou seja, será um programa que por um lado ajudará os pais a suportar os elevados encargos com a aquisição dos livros escolares e por outro lado permeará o bom desempenho escolar.
Repensar e reestruturar a Escola Profissional de Esposende, devolvendo-lhe o estatuto de escola de referência.
Celebrar Acordos de Cooperação com as instituições para a criação de Universidades Seniores nas freguesias.
Apresentar novamente ao Governo a candidatura submetida em 2005, para a criação no concelho de uma Escola Superior de Turismo, com cursos vocacionados para o Turismo de Mar.
No domínio da SEGURANÇA e da PROTEÇÃO CIVIL, apresentar ao Governo uma proposta de cooperação para o reforço dos meios de segurança e policiamento no concelho e criar, em parceria com as Corporações de Bombeiros, as Equipas de Intervenção Permanente.
Na HABITAÇÃO, a promoção de mais loteamentos de auto-construção de iniciativa municipal, através da disponibilização de lotes de terreno a preços mais acessíveis, com especial incidência nas freguesias que enfrentam problemas de desertificação.
O investimento na aquisição e reabilitação de imóveis degradados ou inacabados, colocando-os no mercado de arrendamento a preços mais acessíveis.
A criação de incentivos aos particulares para a reabilitação dos seus imóveis e para a colocação dos mesmos no mercado de arrendamento.
A criação de um novo programa de apoio à reabilitação das habitações de famílias de escassos recursos económicos.
Na SOLIDARIEDADE SOCIAL, promover uma profunda reflexão sobre o futuro das políticas sociais do Município, assim como do papel das diferentes instituições e organismos no combate aos novos fenómenos de exclusão social e ao acentuar das desigualdades sociais. É fundamental reflectir sobre a problemática da pobreza estrutural e criar respostas rápidas e inovadoras.
Vamos eleger como prioridade o apoio às famílias mais carenciadas e aos idosos.
Estabelecer parcerias com as instituições sociais do concelho para a ampliação da rede de Lares de Idosos, quer através da criação de mais lugares nos lares existentes, quer através da criação de novos lares.
Celebrar acordos de cooperação financeira com as IPSS’s para o alargamento da oferta de Centros de Dia e do serviço de Apoio Domiciliário.
Implementar um programa de apoio aos idosos mais carenciados na aquisição de medicamentos.
Criar um Serviço de Teleassistência para os idosos que vivem sozinhos.
Criar o Passe Sénior, que oferecerá condições mais vantajosas aos idosos na utilização da rede de transportes públicos.
Criar a Comissão Municipal de Proteção do Idoso, que terá como missão proporcionar uma melhoria na qualidade de vida dos idosos, promover os seus direitos, promover a sua segurança, saúde e bem estar, e combater a exclusão social na população idosa.
Criar dois pólos da Loja Social - um a Norte e outro a Sul do concelho, na perspectiva de promover uma maior proximidade entre os utentes e os serviços prestados.
E no domínio do apoio às pessoas com deficiência intelectual, crianças, jovens e adultos, construir um novo equipamento que contemple as seguintes valências: Escola de Educação Especial, Centro de Atividades Ocupacionais e Lar Residencial para pessoas que se encontrem impedidas temporária ou definitivamente de residir num contexto familiar.
No domínio do AMBIENTE, defender junto do Governo a aplicação dos recursos financeiros na protecção, reforço e valorização das nossas praias, tendo presente a importância ambiental e turística das mesmas para o concelho. Não pondo em causa a importância e utilidade das Ciclo e Ecovias, não podemos aplicar recursos e estar focados na construção deste tipo de infraestruturas, quando temos praias que estão a desaparecer de dia para dia.
Definir com clareza, rigor e responsabilidade qual a solução técnica para a manutenção da estabilidade da Restinga do Cávado, acabando com o experimentalismo e evitando, dessa forma, o constante desperdício de recursos financeiros.
Instalar novas redes de saneamento nas zonas e freguesias onde não existem, mas obedecendo sempre uma lógica de custo-benefício e não a uma lógica de interesse político.
Criar um Serviço de Recolha de Águas Residuais em Fossas Sépticas para os munícipes que ainda não têm rede de saneamento disponível, associando um custo que seja mais equilibrado e mais justo, minimizando dessa forma aquilo que deve ser assumido como um tratamento diferenciado na disponibilização dos serviços públicos.
No domínio da PROTEÇÃO DOS ANIMAIS, a criação de um moderno e inovador Centro de Acolhimento, Treino e Adopção Animal.
Implementar um programa de apoio à vacinação e esterilização dos animais, reduzindo dessa forma os encargos das famílias, como forma de incentivo à adopção e desincentivo ao abandono.
Criar incentivos municipais para as famílias que adoptem animais abandonados.
Desenvolver um projecto de Terapia com Animais, envolvendo as escolas e as instituições.
No domínio do URBANISMO e da VALORIZAÇÃO DO TERRITÓRIO, a execução de um conjunto de projectos geradores de atratividade, nomeadamente a criação do Parque da Cidade e do Parque Temático dos Moinhos da Abelheira.
Simplificar o regulamento do Plano Director Municipal a partir dos contributos e das sugestões de quem lida com o mesmo diariamente, nomeadamente os técnicos municipais e os técnicos externos.
No domínio do DESPORTO, a construção de um Pavilhão Desportivo Municipal, multifunções, que possa não só ser utilizado diariamente pela população e pelos clubes para a prática de desporto, mas que permita também a realização de eventos desportivos e não só.
Apostar na requalificação e construção de infraestruturas desportivas, de forma a potenciar a práctica de desportos variados e de apoiar a actividade dos clubes.
No domínio da CULTURA, a construção de um Centro de Artes e Espectáculos, para substituir o velhinho e limitativo Auditório Municipal, que permitirá uma permanente, diversificada e intensa actividade cultural, envolvendo nomeadamente as associações culturais do concelho. Permitirá também que o concelho volte a ter uma sala de Cinema.
Promover uma maior descentralização das actividades culturais, aproveitando os espaços e equipamentos existentes nas freguesias.
Criar a Casa do Folclore, espaço onde os ranchos folclóricos do concelho, numa lógica de preservação das raízes e tradições, possam preservar e expor o seu espólio, possam realizar os seus ensaios, possam desenvolver actividades de formação e possam receber grupos folclóricos em regime de intercâmbio.
Criar o Conselho Municipal da Cultura, como órgão de consulta da Câmara Municipal, tendo como objectivo envolver os diversos agentes culturais do município no planeamento e execução de uma política cultural abrangente e dinâmica.
No domínio da REDE VIÁRIA, retomar os processos de construção das vias estruturantes previstas no Plano Director Municipal, nomeadamente a Variante à EN13, a Variante de Fão-Ofir e a Variante Norte de Apúlia.
No domínio da ECONOMIA, criar o Esposende Invest, um gabinete sob a dependência directa do Presidente da Câmara, que será responsável pela implementação de medidas de atração de investimento e de empreendedores para o concelho, apostando na credibilização do município enquanto parceiro de negócio junto de investidores nacionais e internacionais; e por assegurar o atendimento célere a empresários já instalados e a potenciais investidores, e o acompanhamento e agilização dos processos internos relacionados com a instalação e o licenciamento de novos projetos de investimento.
Criar uma nova Zona Industrial, de raiz, de iniciativa exclusivamente municipal, composta somente por terrenos do Município, para evitar que se torne num negócio privado de construção e venda de pavilhões industriais ou comerciais, e que permita dessa forma à Câmara Municipal oferecer, à semelhança dos concelhos vizinhos, melhores condições às empresas que se queiram instalar no concelho, criando postos de trabalho, assim como às empresas já instaladas que pretendam fazer crescer a sua actividdae.
Criar nalguns pontos do concelho pequenos Loteamentos Industriais para a instalação de Micro e Pequenas Empresas que pretendam melhorar as suas condições de trabalho e que tenham recursos limitados para o fazer.
Realizar anualmente uma Feira das Actividades Económicas, para que as empresas locais possam promover os seus serviços e os seus produtos.
Criar incentivos para as empresas que criem novos postos de trabalho, através da redução de impostos, taxas e tarifas.
Promover anualmente um Fórum Empresarial para os empresários locais, para lhes dar a conhecer novos programas de financiamento, as implicações da Lei do Orçamento de Estado na gestão das empresas, nova legislação fiscal e laboral, etc.
Criar um Programa de Apoio a Jovens Empreendedores, que consistirá na seleção de ideias de negócio apresentadas por jovens do concelho e pelo apoio ao desenvolvimento e concretização dessas mesmas ideias, acompanhado de um programa de formação em Empreendedorismo.
Celebrar Acordos de Cooperação com associações empresariais de âmbito regional e nacional para a integração de empresários do concelho nas missões empresariais que as mesmas promovam, na procura de novos mercados e de novas oportunidades de negócio.
Assumir definitivamente a gestão das Docas de Pesca e de Recreio.
Construir um novo Mercado Municipal, mais moderno, mais funcional e com mais valências.
Comunicar de imediato ao Ministério das Finanças a aceitação da proposta de aquisição da Estação Radionaval de Apúlia e do Forte S. João Baptista, proposta esse que se encontra na Câmara Municipal desde Setembro de 2013, iniciando de imediato os procedimentos necessários para a sua afectação a projectos turísticos geradores de atratividade e de emprego.
Repensar, reestruturar, inovar e valorizar os eventos e as iniciativas que o Município já promove há vários anos, tais como a Galaicofolia, o Março com Sabores do Mar, o Encontro Luso-Galaico de BTT, o Festival Sons de Verão, etc.
Por fim, fixar em 10 dias o prazo máximo para o agendamento de reuniões solicitadas pelos munícipes, instituições e empresas, seja com o Presidente da Câmara, com os vereadores ou com os técnicos municipais; e 20 dias para responder a pedidos de informação e exposições remetidas à Câmara municipal.
Implementar o Orçamento Participativo, que permitirá aos munícipes decidirem sobre investimentos públicos a realizar pelo Município.
E reduzir em 80%, o equivalente a 400.000 euros, as actuais despesas do Município com publicidade e comunicação, devolvendo essa verba aos munícipes através da devolução do IRS.
Estas são portanto propostas base, que vamos apresentar e discutir nos próximos meses com munícipes, instituições e empresas, as quais acrescentadas aos contributos que recebermos da vossa parte, resultarão no programa que vamos submeter à avaliação dos eleitores.
O que vos venho aqui dizer é que estou disponível para assumir novamente a presidência da Câmara Municipal de Esposende, se essa for a vontade dos munícipes.
Vivemos numa democracia, pelo menos aparentemente, e os eleitores escolhem quem lhes der mais garantias de bem gerir os destinos do concelho.
No meu caso, já me conhecem suficientemente bem. Conhecem os meus defeitos e, eventualmente, algumas virtudes. Conhecem o meu mau feitio, sabem que não sou um mãos-largas e sabem também que sou extremamente exigente com quem trabalha comigo.
Mas também sabem que exerço as funções com paixão, com ambição e com determinação.
Não esperem ter em mim um autarca que vai a todas procissões, a todas as cerimónias, a todas as festas, a todos os jantares, a todo o lado onde há um ajuntamento de pessoas. Nunca fui assim e não me peçam para mudar.
De mim podem esperar trabalho, decisões, resoluções e concretizações.
Não apresento hoje uma candidatura a um concurso de Mister Simpatia, Mister Fotogenia ou Mister Humildade.
Apresento a minha candidatura à presidência da Câmara Municipal do meu concelho, com o compromisso de tudo fazer para executar e tornar realidade as propostas que vos estamos a apresentar.
Se me perguntarem se vamos conseguir concretizar todos estes projectos materiais em apenas 4 anos, eu respondo já que não. É impossível do ponto de vista dos recursos financeiros. Mas garanto-vos que começaremos a trabalhar em todos eles logo no primeiro dia do mandato.
Reitero que estou aqui, perante vocês, manifestando a minha disponibilidade para exercer novamente as funções de Presidente da Autarquia e para voltar a trabalhar pelo crescimento e pelo desenvolvimento do concelho.
Cabe aos esposendenses decidirem, livremente, se querem que tal aconteça.
Se entenderem que o meu regresso faz sentido e poderá ser útil ao concelho, ter-me-ão novamente empenhado, determinado e decidido a fazer mais e melhor por Esposende.
Por outro lado, se entenderem que esse regresso é despropositado e desnecessário, aceitarei essa decisão sem dramas, sem depressões e com a satisfação de ter feito aquilo que a minha consciência me ditava. Será o ponto final no meu percurso político e o momento de escrever e publicar as minhas memórias.
Apresentar-me-ei nas eleições como um candidato independente, sem amarras partidárias, mas encabeçando um projecto multipartidário. Multipartidário não pela intervenção de partidos políticos, mas porque será constituído por um leque de pessoas oriundas de vários quadrantes políticos, com opções ideológicas diferentes, que porventura até estiveram em projectos diferentes no passado, mas que entendem que chegou o momento de agregarem forças, motivação e disponibilidade para trabalharem em conjunto por um objectivo comum que é o de fazer mais e melhor pelo concelho de Esposende.
Faremos uma campanha discreta, sem ostentação, sem megalomanias, não só porque não temos recursos para fazer diferente, mas acima de tudo como sinal de respeito por quem enfrenta dificuldades.
Teremos uma campanha centrada no contacto directo com as pessoas, para as ouvirmos, para lhes explicarmos o nosso projecto e para recolhermos os seus contributos. Uns farão comícios, nós promoveremos encontros com os eleitores.
Um olhar sobre muito do que se disse e se fez ao longo deste mandato, leva-me a ter consciência da forte probabilidade de ter de enfrentar uma campanha de baixa política, assente na maledicência, na calúnia, na desinformação e no ataque pessoal, muito provavelmente escondido atrás do anonimato. Quero desde já garantir que tudo o que vá para além do debate de ideias e de projectos ficará sem resposta. Da minha parte não terão lavar de roupa suja na praça pública.
Hoje é dado o pontapé de saída para a concretização de um projecto que não tem outro propósito que não seja tornar o concelho mais empreendedor, mais rico, mais participativo, mais atrativo, mais ambicioso e com maior qualidade de vida. No fundo, um concelho onde todos queiram viver.
Fica aqui o desafio para que se juntem a nós.
JUNTOS PELA NOSSA TERRA seremos muito mais fortes.
Muito obrigado.