Depois disso, e contrariando tudo aquilo que são os princípios éticos e de seriedade que devem nortear a acção de quem exerce cargos públicos, o texto do autarca foi posteriormente alterado, tendo-lhe sido retirados os parágrafos mais violentos, de forma a suavizar o conteúdo e a descontextualizar o que eu havia escrito. Até foi acrescentada uma referência à partilha de mérito com outras pessoas.
O que seria ético e sério, teria sido o Presidente da Câmara ter mantido o texto como estava e ter escrito um segundo clarificando e redimindo-se de alguma coisa que achasse necessário.
Aqui ficam três dos parágrafos do texto original que foram apagados ou alterados:
“Longe vão os tempos absolutistas em que o “grande líder” mandava, sobrepondo-se aos demais...”.
“Superamos, graças à boa saúde económica da autarquia que cortou nos devaneios para se fixar nas pessoas”.
“Esposende é agora, ainda mais, das pessoas. Das pessoas livres que não devem subserviência ou favores. Dos que querem trilhar o seu caminho por mérito próprio”.
Se o Presidente da Câmara se arrependeu do que escreveu, só tinha de o admitir. Agora querer convencer as pessoas de que nunca o escreveu, tentando pôr em causa todos aqueles que se haviam pronunciado sobre o texto original, é no mínimo pouco sério.
TEXTO ORIGINAL PUBLICADO NO DIA 7 DE OUTUBRO
